Igualdade de gênero: helloNira adere a iniciativa da ONU para a equidade no mercado de trabalho

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A agência de marketing HelloNira é um dos mais novos adeptos dos Princípios de Empoderamento das Mulheres (Women’s Empowerment Principles (WEPs), uma iniciativa da ONU Mulheres em parceria com o Pacto Global da ONU para a promoção da igualdade de gênero nas empresas, no ambiente de trabalho e na comunidade.

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Segundo as Nações Unidas, empresas, líderes empresariais e empreendedores são agentes essenciais para igualdade de gênero e desenvolvimento sustentável.

Com ênfase na necessidade do comprometimento da comunidade empresarial, a iniciativa lista sete princípios que devem ser seguidos pelas instituições, oferecendo orientações sobre como empoderar as mulheres no local de trabalho, mercado e comunidade.

7 Princípios de Empoderamento das Mulheres

  1. Estabelecer liderança corporativa de alto nível para a igualdade de gênero.
  2. Tratar mulheres e homens de forma justa no trabalho – respeitar e apoiar os direitos humanos e a não discriminação.
  3. Garantir saúde, segurança e bem-estar das trabalhadoras e trabalhadores.
  4. Promover a educação, a capacitação e o desenvolvimento profissional das mulheres.
  5. Apoiar o empreendedorismo de mulheres e promover políticas de empoderamento das mulheres através das cadeias de fornecedores e de comunicação e marketing.
  6. Promover a igualdade por meio de iniciativas voltadas às comunidades e do engajamento social.
  7. Medir, documentar e publicar os progressos da empresa na promoção da igualdade de gênero.

Estes princípios foram construídos com base em iniciativas e melhores práticas já existentes relacionadas a negócios e mulheres, e têm o objetivo de alcançar a igualdade de gênero no mercado de trabalho.

Lançado no dia 8 de março de 2010, os WEPs contam hoje com 2,675 empresas participantes em todo o mundo. A lista de signatárias é composta por gigantes como Unilever, C&A, Avon e Mc Donald’s, e outras milhares de empresas, de portes e setores variados.

Para microempreendimentos, como a helloNira, aderir a uma iniciativa como esta pode ser uma forma de receber orientações sobre o tema e fazer a diferença.

Lilian Nira, fundadora da helloNira, contou ter conhecido os WEPs quando procurava uma forma de apoiar as mulheres e colaborar, enquanto empreendedora, para a diminuição da desigualdade de gênero. “Queria saber como eu posso ajudar, como eu posso entender mais sobre o assunto, saber quais são as ações que eu devo tomar como empresa e qual é o melhor caminho a seguir nesse sentido. Às vezes, ficam algumas dúvidas de realmente qual é o meu papel”, explicou Lilian.

“A maioria dos meus clientes é mulher. São mulheres que fazem parte de uma economia que ainda é muito masculina. Então, uma vez que essas mulheres conseguem através dos negócios delas ser independentes e sustentar as suas famílias, isso gera valor à sociedade a que elas pertencem. Uma melhoria que vai aos pouquinhos, obviamente, mas que dentro da realidade delas é crucial."

A igualdade de gênero também é uma das prioridades da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável.

Desigualdade em números

Situação de risco
  • Apesar de consideráveis avanços na erradicação da miséria, a ONU Mulheres estima que mais de 1.2 bilhão de pessoas sobrevivem com menos de um dólar por dia. De acordo com o mesmo levantamento, 70% da população pobre do mundo é do sexo feminino.
Violência
  • Segundo a ONU Mulheres, em média, pelo menos seis em cada dez mulheres são agredidas, forçadas a ter relações sexuais ou são vítimas de qualquer outra forma de abuso por parte de um parceiro íntimo ao longo da vida.
O negócio
  • Um estudo divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostra que 70% das mulheres preferem trabalhar fora a ficar em casa e 66.5% dos homens estão de acordo com isso. Porém, atualmente, apenas 48.5% das mulheres em idade ativa estão no mercado de trabalho, comparado a 75% dos homens.
  • A pesquisa mostra que a diferença é maior em países árabes (77% dos homens contra 18% das mulheres estão no mercado de trabalho). A Islândia, por outro lado, é o único país que possui paridade nas oportunidades de trabalho, mas ainda não conseguiu igualdade de remunerações.

  • Mulheres com filhos pequenos são as mais afetadas. No entanto, o fator que a organização chama de "penalização profissional da maternidade" não age somente no acesso ao emprego, mas segue as mulheres durante grande parte de sua trajetória profissional, dificultando, por exemplo, suas possibilidades de chegar a postos de liderança.
  • A OIT também aponta uma diferença de 20% entre o salário de homens e mulheres.

Educação

  • No mundo, 41.5% das mulheres com diploma universitário não trabalham. Entre os homens, essa taxa cai para 17.2%.
  • De acordo com o UNESCO, cerca de dois terços dos adultos no mundo que não concluíram a educação básica são mulheres, sendo que uma em cada cinco meninas matriculadas no Ensino Fundamental não terminou o primeiro ciclo.
  • A Parceria de Aprendizagem para as Mulheres (Women’s Learning Partnership (WLP), em inglês) afirma que o crescimento da escolaridade das meninas diminui a mortalidade infantil e reduz o tamanho das famílias.

Igualdade favorece os negócios

Para além de garantir o cumprimento de um dos direitos humanos reconhecidos pela ONU, que é a igualdade de gênero, este cenário de desequilíbrio registrado no mercado de trabalho gera uma perda média de XNUMX% nas economias dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O Relatório Deloitte destacou o poder das mulheres consumidoras, que controlam o gasto de cerca de 20 trilhões de dólares no mundo e influenciam 80% das decisões de compra. Segundo o banco Goldman Sachs, países e regiões poderiam aumentar significativamente seu PIB se diminuíssem a discrepância nas taxas de emprego entre homens e mulheres. A Zona do Euro, por exemplo, poderia aumentar o PIB em 13% e o Japão, em 16%.

Apesar de estudos mostrarem que o avanço da igualdade de gênero no mercado de trabalho gera negócios e aumenta a produtividade, o progresso é lento.

Como aderir aos WEPs

A adesão ao programa pode ser feita por qualquer empresa que esteja disposta a apoiar os sete princípios rumo à igualdade de gênero e ao empoderamento das mulheres.

Para integrar a iniciativa, basta:

  1. Acessar o site do programa;
  2. Ir até "WEPs"> "Sign the WEPs";
  3. Baixar e assinar o “CEO Statement of Support”;
  4. Preencher o formulário;
  5. Enviar o “Statement” juntamente com o formulário pelo site.

Pronto! Agora é só aguardar confirmação de adesão e orientações por parte dos gestores da iniciativa.

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Produtora de conteúdo

Jornalista e Mestre em Cultura e Comunicação, especializada em representação feminina na mídia. Nascida em São Paulo, é membro do sobrecarregado fluxo migratório Brasil » Irlanda » Portugal. Fluente no dialeto desse movimento, que mistura sua língua nativa com o português de Portugal e o inglês, defende a combinação de pão de queijo, vinho alentejano e irish apple pie no menu de qualquer evento.

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